domingo, 27 de junho de 2010

ASSASSINOS ESOTÉRICOS E SATÂNICOS


Antes de qualquer coisa, deve ficar claro que o autor acredita sim em todos os deuses; no meu, no seu e nos deuses dos bilhões de budistas, muçulmanos, etc. Portanto, não se trata de eu ser uma pessoa descrente. Aliás, é bom que se diga: descrente não significa aquele que não crê em NADA, mas antes, significa aquele que não acredita em TUDO.
Sempre que nos deparamos com notícias sobre crimes bárbaros e cruéis que, de alguma forma envolvem o satanismo, há uma tendência popular em atribuí-los a alguma manifestação da "loucura". Imediatamente a psiquiatria é questionada sobre qual eventual tipo de doença mental estaria em jogo.
A primeira questão a ser esclarecida é sobre a vocação popular em considerar louca a pessoa satânica. Quando procuramos na internet páginas que fazem referência ao satanismo, em português encontramos em torno de 5.500 delas, 4.000 em italiano, 7.400 em espanhol, 78.500 em inglês e assim por diante. Faça o teste você mesmo e digite a palavra nos principais mecanismos de busca.
Ora, seria muita pretensão da medicina psiquiatrizar toda essa população pelo simples fato de discordarem dos princípios religiosos tradicionais do mundo cristão, budista, muçulmano, etc. Não podemos, de forma alguma, psiquiatrizar as pessoas que não comungam a mesma crença religiosa tradicional do sistema. Se assim fosse, seria manifestação de loucura um cristão vivendo na China, onde existem mais de um bilhão de budistas, ou um muçulmano em nosso meio, tradicionalmente cristão e coisas parecidas.
O segundo tópico importante a ser considerado é sobre a negação cultural de características próprias da natureza humana, normalmente envolvidas na questão religiosa, tomando erroneamente por doença atributos próprios da espécie. Há uma tendência cultural em suspeitar de doença as atitudes que acabam resultando na morte de pessoas.
Talvez seja mais correto, cientificamente falando, considerar a doença sob o ponto de vista cultural e, em seguida, os estados onde a consciência esteja prejudicada, obrigatoriamente nessa ordem. Se não fosse nessa ordem, ou seja, se negássemos os aspectos culturais, correríamos o risco de considerar doença os milhões de estados de transe, onde há severo prejuízo do estado de consciência, que se observam em determinadas culturas.
Um dos aspectos da natureza humana em questão é a perene característica do ser humano em conduzir sua vida, desde o nascimento até a morte, sob os princípios da barganha. Ele, o ser humano, concebeu Deus com o principal propósito de protege-lo, conforta-lo e impulsiona-lo corajosamente para a vida. É difícil ao cidadão comum entender um deus que se dedique à proteção e cumplicidade com, digamos, seu vizinho. Um deus que exista também para proteger e abençoar seus inimigos. "Se Deus existe, Ele haverá de proteger a mim e minha família, dar-me oportunidades e iluminar meu caminho.... O vizinho, ora o vizinho... Ele que encontre o deus dele..."
Caso
Joan Acocella conta que a paciente-estrela de um programa de tv americano, P. B., mudava de personalidade em frente à câmera para o Chicago Evening News, e acreditava ser uma sacerdotisa satânica que comia cadáveres. Afirmava que seus filhos eram membros do culto e assassinos experientes.
Os anos 80 foram cheios de rituais satânicos, muitos deles atribuídos aos Transtornos de Personalidade Múltipla. Era uma epidemia. Num livro sobre o assunto (Michelle Remembers) conta e história de uma dona de casa canadense que tinha sido torturada aos cinco anos por um culto satânico. Os satânicos quase a mataram de fome, vomitaram nela, a sodomizaram e a eletrocutaram. Certa vez a levaram até um dique de pedra num carro arrebentado, esfregando nela pedaços de cadáveres ensangüentados. No final, a largaram dentro de um túmulo onde jogaram gatinhos mortos. Após um ano, eles a deixaram ir, e ela "esqueceu" tudo até que começaram suas sessões de hipnose com o Dr. Pazder, vinte e dois anos depois.
Em Appleton, Wisconsin, a paciente N.C. desenvolveu na terapia de Transtorno de Personalidade Múltipla, cento e vinte e seis personalidades alternantes, que incluíam um demônio e um pato! A fim de expulsar o demônio, o terapeuta submeteu-a ao exorcismo. Usou um extintor de incêndios, alegando que "Satanás costuma deixar anéis de fogo". Estas histórias e outras resultaram em acordos e indenizações multimilionárias.
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O exercício da bondade, fraternidade, humildade, honestidade, retidão moral e toda sorte de atitudes pretensamente honrosas, e que não são, de forma alguma, natural-mente fisiológicas ao ser humano comum, têm como objetivo, primeiro a reciprocidade, ou seja o desejo de que procedam assim também comigo e, em segundo lugar, que me garanta um lugar especialmente confortável no céu, se na terra eu não conseguir mais nenhuma vantagem com tudo isso de bom que eu sou.
E entre os egoístas seres humanos, existem sempre aqueles um pouco mais egoístas. Existem aqueles que, em não tendo suas ambições atendidas naturalmente por si mesmos, porque isso demanda competência, dedicação, esforço próprio, determinação..., por não serem atendidos também por um Deus atuante e participativo, até porque isso implicaria numa contra-partida teológica de boa dose de tolerância, paciência, abnegação, bondade e compreensão ..., optam por negociar com outras entidades mais fáceis, menos exigentes e mais fisiológicas. Ora, essa tendência em lavar vantagem e procurar alguém para fazer por eles não pode, de maneira nenhuma, caracterizar uma doença mental..
O que nos confunde é que, sociologicamente falando, as atitudes humanas são argüidas sob a ótica do comum e desejável como requisitos de normalidade, ou seja, como se diz vulgarmente, "bater na mãe e arrotar na primeira comunhão" só podem ser atitudes de pessoas ensandecidas. O mesmo se pensa em relação às barganhas (como as promessas dos cristãos) de pessoas satânicas.
O sacrifício no satanismo, que pode acabar em crime ou assassinato, reflete também uma barganha em clara intenção de benefício do proponente, portanto, sem necessariamente vestígio algum de insanidade. Normalmente o perpetrante de crimes satânicos sabe sim, e muito bem, discernir o certo do errado, sabe a natureza de seu ato e tem noção das leis.
Por outro lado, assim como existem doentes mentais nas artes, na militância política, entre militares, médicos, advogados, religiosos, etc... também existem doentes mentais entre pessoas que se comportam satanicamente. Portanto, EM HAVENDO DOENÇA MENTAL, que tipo seriam elas? Ou melhor dizendo; quais as eventuais doenças mentais que favoreceriam o desenvolvimento de atitudes satânicas?
Crimes Satânicos
Em algumas ocasiões, o fascinante e desconhecido mundo do esoterismo pode converter-se num terreno escorregadio, atraente e perigoso para todas aquelas pessoas que se deixam influenciar pelo lado obscuro do comportamento humano e pelas possibilidades fantasiosas de sucesso fácil.
A sociedade, ao longo de sua história, tem registrado uma grande quantidade de crimes e homicídios de altíssima crueldade e propósitos torpes relacionados à crenças religiosas. Devemos pensar nesses crimes sob 2 pontos de vista; primeiro, devemos avaliar se eles não satisfazem aspectos de uma natureza humana destrutiva, ambiciosa e cruel (vide Estado Natural do Homem de Thomas Hobbes). Só depois disso, devemos ver se eles não refletem uma insanidade que encontrou no fanatismo religioso vazão às fantasias e aos delírios da doença.
A dinâmica desses crimes é variável, refletindo desde pretensas inspirações divinas, esdrúxulas influências diabólicas, espiritistas ou extraterrestres, até estranhos rituais com propósitos exclusivamente hedonistas ou egoisticamente interesseiros, resultando em brutais assassinatos, algumas vezes em massa.  
Não são incomuns também os fanáticos idealistas que não titubeiam em sacrificar a própria vida ou a de seus seguidores por convicções extremas e absurdas. Existem ainda os pseudoexorcistas com conceitos alterados da realidade, onde sua obsessão em acabar com um mal ou liberar um corpo supostamente possuído por espíritos, vampiros e diabos, acabavam promovendo torturas, agressões e mesmo assassinatos. É de se perguntar se, às vezes, essas pessoas não estariam extravasando suas próprias inclinações sádicas nos exorcismos com agressões físicas.
Sempre existiram grandes quantidades de denúncias sobre "seitas satânicas", supostamente implicadas em todo tipo de delitos, desde macabros assassinatos rituais, profanações, tráfico de drogas, prostituição, etc. A figura do Diabo tem servido à todo tipo de aberração da personalidade ou como bode (e bode é do diabo) expiatório das psicopatias e sociopatias.
Assim, casos tão dramáticos como o do Albaicím ou o de Almansa, em o que uma mulher e uma menina morreram depois de serem ambas submetidas à selvagens "exorcismos". Convencionalmente os crimes ainda serão chamados de satânicos, mesmo quando, na realidade, foram cometidos em nome de Deus, por não existirem crimes divinos.
Personalidade Múltipla e Crimes Esotéricos
Uma divisão didática das condições associadas aos crimes esotéricos é a que se segue:
As alterações psíquicas bastante envolvidas com crimes esotéricos e/ou satânicos são o Transtorno de Personalidade Múltipla (Personalidade Dupla, etc) e o Transtorno de Transe e Possessão, a primeira preconizada pelo CID.10 e a segunda pelo DSM.IV. De qualquer forma, seja o primeiro ou o segundo nome, esse estado patológico está sempre atrelado ao comportamento histérico e dissociativo.
Pelo CID-10 o Transtorno de Transe e Possessão é caracterizado por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente. Devem aqui ser incluídos somente os estados de transe involuntários e não desejados.
Exclui-se desse diagnóstico os casos decorrentes do contexto cultural ou religioso da pessoa, como por exemplo, o transe que a pessoa experimenta durante uma sessão espírita, de umbanda, etc.
O Transtorno de Personalidade Múltipla (atualmente melhor designado Transtorno Dissociativo de Identidade, DSM.IV) tem como característica essencial a presença de duas ou mais identidades ou estados de personalidade distintos, que recorrentemente assumem o controle do comportamento da pessoa.
No Transtorno de Personalidade Múltipla clássico e típico existe uma incapacidade de recordar informações pessoais importantes, cuja extensão é demasiadamente abrangente para ser explicada pelo esquecimento normal. Psicopatologicamente, o Transtorno Dissociativo de Identidade reflete um fracasso em integrar vários aspectos da identidade, memória e consciência. Cada estado de personalidade pode ser vivenciado como se possuísse uma história pessoal distinta, auto-imagem e identidade próprias, inclusive um nome diferente.
Em geral existe uma identidade primária, portadora do nome correto do indivíduo, a qual é passiva, dependente, culpada e depressiva. As identidades alternativas com freqüência têm nomes e características diferentes, que contrastam com a identidade primária (por ex., são hostis, controladoras e autodestrutivas). Identidades hostis ou agressivas podem, por vezes, interromper atividades ou colocar as outras em situações incômodas.
Os indivíduos com este transtorno experimentam freqüentes lacunas de memória para a história pessoal tanto remota quanto recente. A amnésia freqüentemente é assimétrica. Pode haver perda de memória não apenas para períodos recorrentes de tempo, mas também uma perda geral da memória biográfica para algum período extenso da infância.
As transições entre as identidades freqüentemente podem ser ativadas pelo estresse psicossocial, pela ansiedade exagerada, pela tensão pré-menstrual (veja esse transtorno no DSM.IV).
Em geral, as pessoas que recebem o diagnóstico de Transtorno de Personalidade Múltipla já passaram pelo menos sete anos no sistema de saúde mental. Segundo várias pesquisas sobre estes pacientes, 90% deles são depressivos, 61% fizeram sérias tentativas de suicídio, e 53% têm uma história de abuso significativo (veja artigo completo sobre Personalidade Múltipla).
A cultura, através da mídia, da literatura e do folclore forneceu modelos de personalidades alternantes para as mais diversas aspirações histéricas, desde Mr. Spock, Tartarugas Ninjas, pomba Gira, até os mais pervertidos demônios, vampiros e lobisomens.
Rock (ou Cultura) e Crimes Esotéricos
Um dos casos mais famosos de assassinatos esotéricos ligados ao rock foi a ação do maníaco americano Charles Manson e sua fascinação pela música dos Beatles. Manson era um fanático religioso que acreditava ser Jesus Cristo encarnado e possuir uma "família", que eram os seguidores de suas pregações.
Manson acreditava também que os Beatles eram anjos mandados a Terra por Deus para avisar os homens sobre o terrível apocalipse que se aproximava, e que eles haviam feito isso através do famoso White Album, o Álbum Branco. As canções segundo interpretações de Charles Manson, citavam suicídio (Yer Blues), os próprios sons do Armageddon, trazidos pelos "anjos do apocalipse" (Revolution#9), sugestões de destruição (a versão de Revolution contida no álbum chamada de Revolution#1 era um take mais lento do famoso single da banda e na frase que fala "But when you talk about destruction... don´t you no that you can count me out..." eis que imediatamente após a última palavra (out) uma voz pronuncia de uma forma bem clara "in") e, principalmente, as guerras raciais figuradas em diversas músicas.
Essas guerras raciais são sugeridas para Mason em, por exemplo, "Piggies", que seriam os "porcos brancos" e "Black Bird" possivelmente os Panteras Negras. Notava no fade de "Piggies", sons de metralhadoras, sugerindo a guerra declarada, o caos total, as guerras raciais, a destruição, a revolução final.
Charles Mason em certa época teve uma música supostamente roubada pelos "Beach Boys", sua canção "Cease to Exit" teria sido utilizada pelo grupo californiano sobre o título de "Never Learn Not to Love" para o álbum 20/20. A fúria de Manson caiu principalmente sobre Terry Melcher (filho de Doris Day), um produtor musical que havia negado um contrato de gravação de suas músicas, incluindo a utilizada pelos Beach Boys, estes fazendo grande sucesso com o plágio de sua canção.
Assim, Mason decide invadir com sua "família" a ex-residência do produtor Melcher. Na loucura de Manson, não importava se Melcher morasse ou não lá. A nova moradora era a atriz Sharon Tate na época recém casada com o diretor Roman Polanski. A artista estava com alguns amigos em sua casa. Manson promoveu uma chacina, numa atitude absurdamente covarde.
A familia Manson utilizou o sangue de suas vítimas para escrever nas paredes da casa "Helter Skelter", "Political Piggy" e "Arrise". Helter Skelter e seu significado tomado por Manson, citados antes, seriam o seu propósito, Political Piggy seria a referência às pessoas mortas ali e Arise, uma citação a um trecho da música "Black Bird":  "You’re only waiting for this moment to arise" (Você está esperando somente este momento para levantar-se), este trecho é repetido várias vezes na música.
 Um outro fato ligando os Betles e seu Álbum Branco com Charles Mason, é que um dos assassinos da família possuía o apelido "Sexy Sadie", nome de outra música do disco do grupo musical (veja mais sobre Rock e Satanismo).
O rock satânico tal como se conhece agora, o "Death Metal", tem sua origem no Heavy Metal, movimento musical surgido no final dos anos 60 (Black Sabbath, 1969) que se inspira, entre outros, em Lede Zeppelim. Em algumas letras das canções desse grupo se oferece a vida de satanás. O músico do grupo nazi-satânico, o sueco Burzum, assassinou um colega seu de Mayhem obedecendo a um sinistro rito.
A relação cultural entre o rock e o satanismo remonta aos tempos em que os Roling Stones confraternizaram com o diabo em álbuns como, por exemplo, Their Satanic Majesties Request (1967) e Sympathy for the Devil (1968), cuja letra diz: "Por favor, deixe-me que me apresente. Sou um homem rico e distinto (...). Tenho roubado a alma e a fé de muitos homens. Estive presente quando Jesus teve seus momentos de dúvida e dor".
Bryam Gregory, guitarrista da primeira formação de The Cramps, abandonou a o grupo para unir-se a uma seita satânica. Para celebrar sua iniciação, deixou-se fotografar nu, com uma serpente enrolada no pênis. Depois montou uma banda chamada The Beast. Os próprios Cramps pertenceram a A Igleja de Satã (veja Church of SatanWebsite oficial da Igreja de Satã, Legion of Loki - Igreja de Satã de em Saint Louis, Mephisto GrottoIgreja de Satã de Chicago).   

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Ibaté, São Paulo, Brazil
Eu sou cristão protestante da Igreja Presbiteriana Independente de Ibaté, cidade onde cresci e vivo atualmente... Não me considero um religioso, penso que só a religião em si não tem o poder de salvar a alma de ninguém nem transformar uma pessoa corrompida em um cidadão de bem... A religião nada mais é do que uma das instituições que em conjunto formam a sociedade.Assim como a família, a escola, o club,etc... Nada mais servem do que para nos moldar conforme o padrão que a sociedade requer, para que assim possamos viver de forma ''civilizada''... Uma escravidão a qual somos submetidos ao fazer parte da sociedade pois esta é englobada em um sistema rígido, manipulador e opressor... Não sou perfeito como nínguém é, mas apenas tento dar a minha colaboração a essa pobre gente como eu,(a grande massa), que já está tanto cansada de lutar e enfrentar tantas mentiras... Sou apenas mais um louco idealista neste mundo capitalista.