domingo, 27 de junho de 2010

ASSASSINOS ESOTÉRICOS E SATÂNICOS


Seitas, Crenças e Crimes Esotéricos 
Grupos esotéricos costumam ser autoritários em sua estrutura de poder. O líder tem autoridade suprema, podendo delegar certos poderes à uns poucos subordinados com o propósito de que os membros se submetam aos desejos e ordens do líder. 
Os líderes sectários tendem a ser carismáticos, decididos e dominantes. Eles são muito persuasivos e, inclusive, podem convencer seus seguidores a abandonar suas famílias, trabalhos e amizades para seguí-los.
Normalmente os líderes são autoproclamados messias e presumem ter uma missão especial na vida. Eles centram a veneração de seus adeptos para si mesmos, ao contrário dos sacerdotes, rabinos, ministros, líderes democráticos e de movimentos realmente altruístas, os quais dirigem a veneração de seus seguidores para Deus, para princípios abstratos ou para o bem comum.
A seitas esotéricas tendem a ser totalitárias no controle do comportamento de seus membros, determinando com detalhes como e em que devem acreditar, pensar e dizer. 
No Chile, depois de uma série de denúncias de seitas perigosas uma comissão especial da Câmara dos Deputados foi encarregada de investigar o assunto. Considerou que as organizações têm um "perfil destrutivo", quando se caracterizam por: Fanatismo, obediência incondicional, grupo exclusivo e fechado, líder messiânico revelado (veja).
Com essas características os fiéis rompem com o mundo, especificamente com suas famílias, seus amigos e com o entorno educacional. Eles são condicionados por meio de métodos de violação da dignidade humana e, geralmente, são exigidas condutas indignas, tais como sexualidade pervertida, trabalho escravo, sono diminuído e desprezo pela família e pelos seus valores.
A sexualidade pode ser muito manipulada, particularmente das mulheres, que chegam a exercer uma espécie de "prostituição santa" para que a seita ou o líder consiga mais facilmente seus objetivos. 
Ainda na área da conduta, seus membros costumam ser estimulados a agredir e profanar outras igrejas tradicionais e lugares significantes para o cristianismo. Costumam haver profanações de cemitérios, de sepulturas, práticas de necrofilia e de necrofagia e, mais grave ainda, suicídios individuais e coletivos.
Temos visto certas manifestações psiquiátricas serem tomadas por possessões demoníacas ou fenômenos espirituais e, não obstante, o inverso também ocorre, ou seja, fenômenos religiosos e culturais serem tomados por doenças mentais.
Algumas alterações psíquicas podem ser responsáveis por várias formas de visões, alucinações, vozes e crises de dissociação histérica e outras, são confundidas com manifestações religiosas, dependendo do contexto cultural onde se inserem esses pacientes. Aliás, dependendo do meio cultural, tais alterações psíquicas acabam sendo muito bem-vindas e até engrandecem seus portadores.
 


Heitor Antonio da Silva
é Teólogo Psicanalista, Mestre em Psiquiatria e escreve páginas muito explicativas. Veja um trecho:
"Todas estas patologias são ricas em aspectos que podem ser confundidos com fatores espirituais, que aqui e ali são objeto de exorcismo ou "libertação", como dizem. É bom lembrar também dos casos de epilepsia, nos quadros principais, conhecidos como Grande Mal, Pequeno Mal e Jaksoniana, onde temos, respectivamente, a convulsão, a ausência e a convulsão focal, que também atribuem a possessão demoníaca. Devo frisar, também, que boa parte dos líderes religiosos que estimulam estas práticas estão bem intencionados. Mas isto não os isenta, visto que "Deus não leva em conta os tempos da ignorância". Pelo fato de ignorarem a verdade não estão isentos da culpa. Outros há que sabem muito bem o que está ocorrendo, mas se aproveitam da situação para tirar benefícios, levar vantagem, especialmente econômica – são os piores. Alguns acham que a coisa é cumulativa, que o espiritual provoca o mental e, tendo promovido a "libertação", a cura se dará – menos mal. Mas a verdade é que todos estão errados. Todos ignoram o vasto mundo das mais pertinazes enfermidades, e, quando dão tratamento diferente do medicamentoso, da aplicação dos psicofármacos que necessitam, estão cooperando para o agravamento do quadro, para que o mal se torne crônico, irreversível ou refratário, com prejuízos terríveis para essas pessoas, como é o caso da evolução de qualquer tipo de esquizofrenia não tratada para a forma residual (F20.5), que provoca demenciamento que poderia ter sido evitado, etc. Veja tudo
 
 tem 2 páginas: 01 02 
 As principais patologias responsáveis por esses e outros sintomas tomados como espirituais seriam:
Casos de Delírium; 
Alucinose orgânica e outras
Transtornos devido ao uso de substâncias psicoativas; 
Esquizofrenia e outras Psicoses; 
Transtornos do humor 
Transtornos Dissociativos
Transtorno de Transe e Possessão
Como bem referem alguns autores, o problema médico que decorre desse engano psiquiátrico-espiritual está no fato desses pacientes terem seu tratamento protelado perigosamente. Alguns meios culturais mais acanhados orientam esses pacientes a "desenvolverem sua mediunidade" e, de fato, acabam desenvolvendo mais ainda a patologia de que padecem. Dependendo da doença psíquica as práticas espirituais podem piorá-la gravemente. De acordo com Hélio Silva, "não me parece que uma mente transtornada venha melhorar com a entrada de algo com personalidade diferente da pessoa que é incorporada, quantas vezes provocando um grau tal de corrupção e domínio que chega às raias do bizarro, do apavorante, etc.".
No caso dos fenômenos culturais e espirituais serem tomados por doenças mentais o que está em jogo é a exaltação da convicção religiosa, compartilhada por um grupo e desencadeadora de transes com visível contaminação aos participantes do grupo. Externamos aqui uma opinião médica, emancipada totalmente da possibilidade dos fenômenos espirituais existirem ou não, lembrando sempre aos leitores que o enfoque médico é apenas uma maneira, dentre muitas, de avaliar a pessoa humana, podendo esta ser analisada pela antropologia, pela estética, pela religião e assim por diante. 
Há, mesmo na medicina, pessoas qualificadas para analisar a questão do transe e possessão à luz da espiritualidade. É o caso, por exemplo, de Hélio Silva. Outros, menos sensibilizados pela espiritualidade, estudam as alterações psicodinâmicas da mediunidade (veja Wellington Zangari). A questão estará eternamente aberta.
Caso
Ricky Kasso era um jovem de 17 anos de idade que residia em Northport, Long Islande. Apelidaram-no de "Rei do Ácido", devido à sua afeição às drogas alucinógenas.
Em 1984, a polícia de Northport recebe uma chamada telefônica declarando que havia sido achado um corpo semi-enterrado num pequeno bosque de Aztakea. Um grupo de agentes se dirigiu ao lugar com a intenção de comprovar a veracidade da chamada, e efetivamente, nos bosques se encontrou o corpo de Gary Lauwers.
Por o elevado grau de decomposição do cadáver se estimou que devia levar ali mais de duas semanas. O homem havia sido apunhalado 32 vezes, das quais umas 22 na face. Devido ao mal estado do corpo, os agentes não poderiam assegurar o número exato de feridas, podendo ter sido um total de cortes maior ao precisado.
A polícia enfocou sua investigação sobre dos jovens bastante conhecidos no mundo policial como consumidores de drogas habituais e por cometer atos de vandalismo próprios de adolescentes. Se tratava de Ricky Kasso e seu amigo James Troiano. Os dois haviam deixado a escola secundária e se dedicavam a andar à toa pelas ruas.
Eram dos personagens curiosos, Troiano tinha o recorde de detenções por roubo, enquanto Kasso reunia detenções por casos mais estranhos, sendo a última por ter profanado uma tumba do século 19, tendo roubado um crânio e uma mão. Segundo suas declarações, pensava utilizar o material roubado num rito satânico.
Pouco depois foram postos sob custodia, e num interrogatório quase de rotina, ambos confessaram aos agentes terem cometido aquele assassinato. Diziam que tinham se unido a um grupo satânico local, conhecido como "Os Cavaleiros do Círculo Negro", o qual tinha ao redor de vinte membros e era conhecido por seus sacrifícios animais a satã.
Atribuíram ao crime parte de um rito satânico, no qual haviam extraído os olhos da vítima. Kasso declarou que estava no bosque com Lauwers e dois amigos, Quinones e Troiano. Disse que começou a sentir-se extremamente agressivo, então começou a golpear a Lauwers até perder o controle. Logo reconheceu haver sacado uma faca e apunhalado gritando "Diga que ama a satanás". Como o agredido contestava dizendo que "Não, eu só amo a minha mãe", matou-o.
Quando viu o que havia feito sentiu medo mas, nesse momento, disse ter escutado o canto de um corvo que, em sua mente, identificou como um sinal de satanás dizendo que o crime havia sido em sua homenagem, sendo um fato positivo para ele.
Por outro lado, quando James Troiano foi interpelado em juízo por assassinato em segundo grau, declarou que nem o grupo de satanistas "Os Cavaleiros do Círculo Negro", nem o satanismo em geral haviam tido nada a ver com o crime.
Ele afirma ter sido apenas uma testemunha do assassinato, junto com Alberto Quinones. E, mesmo o satanismo não estando envolvido com o assassinato, admitiu que Kasso tinha um estilo de heavy metal muito duro e bastante relacionado com o satanismo, mas que as drogas haviam sido o fator principal do crime. O ato que motivou o assassinato, de fato, foi que Lauwers tinha roubado dez papelotes de droga de Kasso.
Para finalizar, em 7 de julho de 1984, Richarde Kasso se suicida na prisão de Riverheade, em Nova Iorque. Anos mais tarde, em 1992, baseado na história de Ricky Kasso, saia o filme My Sweet Satam (Meu doce satanás), escrita, dirigida e interpretada por Jim vam Bebber. (veja este caso)
Encarnación Guardia Moreno, de 36 anos, decidiu submeter-se a um ritual exorcista acreditando que um demônio possuía seu corpo em fevereiro de 1990. Esse diagnóstico havia sido dado por uma sua tia, com dons de mediunidade.
Apesar de Encarnación não acreditar inicialmente nesse diagnóstico, a idéia foi pouco a pouco tomando ares de verdade, até o ponto de, de fato, ela "sentir algo estranho no interior".
Duas primas de Encarnación, assíduas freqüentadoras de sessões espíritas, não tiveram dificuldade em convencê-la de procurar um exorcista para livra-la do demônio. Encarnación foi para a casa das primas e o exorcista, um curandeiro conhecido como Mariano Valejo "O Pasteleiro", foi chamado.
A as quatro horas da tarde do dia seguinte do exorcismo, ao ver que Encarnación não regressava, preocupada, uma de suas irmãs vai a casa de suas primas buscá-la. Mas, uma vez ali, não a deixam entrar dizendo que "não deveria interromper a sessão".
Mais tarde, com o pai de Encarnación conseguem entrar na casa. Para surpresa, encontram o corpo de Encarnación nu e amarrado no chão em meio a uma poça de sangue... Rapidamente, o corpo ferido é levado a um hospital internado na UTI, falecendo no dia seguinte em conseqüência  de um edema cerebral, e este, conseqüência da ingestão de uma grande quantidade de sódio (sal).
O fato é imediatamente denunciado à polícia, que detém como presuntos culpados de homicídio Mariano Valejo, o curandeiro, Enriqueta e Isabel Guardia Alonso, primas da falecida, ainda que investigações posteriores acabassem implicando mais pessoas acusadas de cumplicidade.
Enriqueta disse em seu depoimento, que antes de sua morte, Encarnación repetia constantemente estar possuída, outras vezes dizia ser a esposa de Lúcifer e iria parir um demônio. Esta atitude da vítima, segundo os informes médicos que avaliaram o caso, era produto de uma depressão nervosa grave e fora interpretado como possessão demoníaca. Diante disso, Encarnación começou a ser submetida a numerosas torturas, cada uma mais brutal que a outra, com a finalidade de impedir que nascesse tal demônio. O macabro exorcismo se desenvolveu em três etapas:
Inicialmente, Encarnación foi obrigada a ingerir uma porção composta por 250 gr. de sal diluído em água, bicarbonato e aceite. Depois, o exorcista aplicou-lhe uma brutal surra, machucando todo seu corpo, inclusive jogando-a várias vezes contra a parede. Para concluir a cerimônia, acompanhado por familiares da vítima, procedeu à expulsão propriamente dita do demônio... destroçando o peito da "possuída" com uma barra de ferro e, em seguida, desgarrando com suas mãos a vagina para "desprender do interior de seu corpo o feto de satanás".
No julgamento, Valejo admitiu haver realizado as práticas exorcistas a pedido dos familiares da vítima. Enriqueta e Isabel foram acusadas de terem convencido a vítima de comparecer ao ritual, além de estarem presentes e de terem preparado a porção de sódio. Josefa Fajardo, outra implicada, reconheceu ter sido a encarregada de introduzir a mão pelo ânus da vítima e de ferir-lhe a vagina com uma agulha esquentada no fogo, afirmando que todos haviam contribuído de uma forma ou outra para a expulsão. (relato do caso)

Segundo Wellington Zangari, falando da relação entre mediunidade e dissociação, "...Há uma tendência, antiga e atual, em interpretar o fenômeno da mediunidade como um estado dissociativo. O conceito de dissociação tem sido construído diferentemente de acordo com a cultura do pesquisador. O conceito de desagregação, proposto por Pierre Janet, por exemplo, refere-se os fenômenos por meio dos quais duas ou mais idéias ou estados de consciência tornam-se separados e operam com aparente independência, tal como ocorre com a hipnose, os estados de fuga e a mediunidade. Krippner propõe que a "dissociação envolve a ocorrência de experiências e comportamentos que se supõe existirem afastados, ou terem sido desconectados, da consciência, do repertório comportamental e/ou do auto-conceito. ‘Dissociação’ é o processo pelo qual essa desconexão ocorre". Hilgard (1992) e Braun (1988) apontaram que a dissociação pode ocorrer em variados níveis, além de não estar limitada a fenômenos disfuncionais. Haveria um continuun entre a dissociação patológica e a dissociação não patológica (veja tudo)." 
A chamada "Dissociação Não-Patológica" estaria, assim, condicionada aos estímulos culturais para que a pessoa a desenvolva, até como uma adequação as solicitações de adaptação ao sistema. Dessa forma, já que a adaptação está relacionada à saúde emocional, tais pessoas "adaptadas" seriam perfeitamente normais, apesar de se apresentarem em transe.
Nesses casos, apesar da mediunidade dar-se através da, digamos, potencialidade dissociativa (histriônica) do médium, ela obedece sempre os anseios, vocações e valores do grupo social do médium. Serão sempre os elementos sócio-culturais do grupo, da comunidade, ou do sistema que ditarão as características das entidades possessórias evocadas pelo médium e, evidentemente, refletirão sempre conteúdos mentais do médium ou do possuído.
Alguns países tentam incluir no Código Penal, sob o rótulo de delito de controle mental, os cultos e seitas esotéricas consideradas destrutivas, apesar das grandes dificuldades encontradas pelos legisladores. Foi difícil, inclusive, encontrar um termo de consenso, o qual parece ter ficado como “Grupo Destrutivo”.

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Ibaté, São Paulo, Brazil
Eu sou cristão protestante da Igreja Presbiteriana Independente de Ibaté, cidade onde cresci e vivo atualmente... Não me considero um religioso, penso que só a religião em si não tem o poder de salvar a alma de ninguém nem transformar uma pessoa corrompida em um cidadão de bem... A religião nada mais é do que uma das instituições que em conjunto formam a sociedade.Assim como a família, a escola, o club,etc... Nada mais servem do que para nos moldar conforme o padrão que a sociedade requer, para que assim possamos viver de forma ''civilizada''... Uma escravidão a qual somos submetidos ao fazer parte da sociedade pois esta é englobada em um sistema rígido, manipulador e opressor... Não sou perfeito como nínguém é, mas apenas tento dar a minha colaboração a essa pobre gente como eu,(a grande massa), que já está tanto cansada de lutar e enfrentar tantas mentiras... Sou apenas mais um louco idealista neste mundo capitalista.